A Mudança Está ao Nosso Alcance

A Mudança Está ao Nosso Alcance
J. B. Pontes

No próximo dia 02 de outubro serão realizadas as eleições municipais, onde deverão ser eleitos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores para um mandato de quatro anos. Será uma excelente oportunidade para iniciarmos a mudança necessária ao aperfeiçoamento da nossa ainda frágil democracia.
Temos leis que procuram afastar dos pleitos os corruptos e maus administradores (lei da ficha limpa, principalmente). Temos regras para garantir o equilíbrio da disputa, evitando que o poder econômico (candidatos com maiores condições de efetuar gastos) desiguale as condições de concorrência democrática.
Mas quem vai, de fato, afastar os maus políticos do poder somos nós, os eleitores, por meio do voto consciente. Não permitir que o poder econômico influencie a eleição dos nossos representantes e dos futuros gestores dos nossos interesses coletivos é o início da mudança.
É bom não esquecermos que a compra e venda de votos, seja por meio de dinheiro ou promessas de benefícios pessoais futuros, torna indigno tanto o candidato quanto o cidadão. E é isto que tem levado ao poder tantos políticos corruptos e incompetentes, com graves prejuízos coletivos. Ao final dos quatro anos, quase sempre estamos profundamente decepcionados com as realizações dos governantes medíocres que se elegeram à custa do poder econômico – compra de votos e campanhas caríssimas, principalmente.
Devemos relembrar que um dos grandes avanços da democracia é a possibilidade da alternância do poder. Por meio das eleições periódicas, ela nos permite substituir aqueles políticos que, a nosso critério, não exerceram a contento o mandato. E a análise não é muito difícil. Basta uma reflexão racional – e não emocional – sobre o que mudou para melhor na sua comunidade. Quais avanços foram conseguidos em áreas fundamentais como: educação, saúde pública, saneamento ambiental, segurança pública, geração de emprego e renda, apoio aos pequenos produtores? E se não conseguimos identificar melhoras significativas nesses setores, então é hora de mudar os gestores, sem hesitação.
Antes de decidirmos o nosso voto, é sempre bom analisar o programa de governo ou as propostas dos candidatos. Elas são consistentes, bem explicitadas, viáveis e estão de acordo com a realidade de nosso município? O candidato tem demonstrado competência para desenvolver as funções que pleiteia? O candidato tem demonstrado interesse na solução dos problemas da comunidade muitos antes de candidatar-se? O candidato tem demonstrado honestidade e, acima de tudo, respeito pelos direitos e interesses dos outros?
O voto consciente é fundamentado, entre outros critérios, pela aprovação do candidato em todos esses índices. Não nos deixemos iludir pelas falsas imagens dos pleiteantes a cargos públicos, artificialmente construídas pela mídia, à custa de grandes gastos. O aperfeiçoamento da democracia só se fará quando nós eleitores aprendermos que o voto deve ser decidido pensando nos interesses coletivos e não nos interesses individuais, familiares ou de grupos.
Jamais devemos votar em candidatos com histórico de corrupção. Esse é o grande problema da gestão pública, uma vez que os recursos públicos desviados fazem enorme falta para realização de melhoramentos de setores essenciais à sociedade local, como educação, saúde pública, saneamento ambiental etc. A corrupção aliada à incompetência, é a principal causa da mortalidade infantil, do mau atendimento da saúde pública, do mau funcionamento da educação, da ausência de ações efetivas de combate, por exemplo, ao mosquito aedes aegypti, vetor das doenças como zika vírus, dengue e chikungunya. Portanto, se no seu histórico político o candidato tem qualquer indício de envolvimento com o desvio de recursos públicos ou de incompetência para dar solução às necessidades coletivas, é uma temeridade, senão uma irresponsabilidade, conceder-lhe nova oportunidade.
Mas cuidado! Muitas vezes o que está sendo apresentado como “novo” nada mais é do que o “velho” travestido de uma roupagem nova. Verifiquemos, portanto, quem está apoiando cada candidato antes de decidirmos o nosso voto.
O voto consciente somos nós e a urna, secretamente expressando a nossa opinião livre, sem nos deixarmos influenciar pelo poder econômico ou pela opinião de políticos profissionais (os chamados cabos eleitorais), que ganham muito dinheiro, prometendo em troca o nosso voto.
Votemos com consciência, livres, e assim estaremos contribuindo para um futuro melhor para nossa cidade, para nosso estado e para o Brasil.

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